Crime | Assaltado por um Policial Militar – PM, PMRJ

Fui assaltado por um Policial Militar nessa quinta-feira quando voltava de um Bar na Maria Quitéria. Duas quadras da minha casa.

Fui aboradado e o Policial Militar perguntou se eu estava com drogas. Eu disse que não e que estava meio doidão pois tomei caipirinha.

Eis que o Policial Militar começou a me revistar e sem pedir licensa meteu a mão nos meus bolsos e foi sacando tudo de dentro. Carteira e dois celulares, um deles um N95 da Nokia, meu sonho de consumo que comprei há 1 mês atrás.

Abriu minha carteira e revistou tudo. Todas as divisões dela. E ia colocando tudo em minha mão. Quando ele pôs os dois celulares na minha mão, eu simplesmente fui colocar no outro bolso. Aí o Policial Militar segurou firme minha mão e disse: Não. Pegou os dois celulares e fingiu por em meu bolso, levando meu N95.

Segunda enviei email para o Cesar Maia e logo ele respondeu dando um foward para o Marcos Amaro. Ele disse que eu teria que ir na 23BPM no Leblon e registrar queixa-crime.

Fui na 23BPM e um Policial Militar me fez descrever, registrar a ocorrência.

Na noite do acontecido por eu estar obviamente com medo do Policial Militar, este que não veio com cara de bons amigos, e eu meio alterado pelo álcool, não anotei o número da patrulhinha nem o nome do Policial Militar. O pessoal da 23 foi muito legal comigo, porém escutei uma frase que me deixou descrente de tentar mais alguma coisa. O PM falou: “você não anotou o nome do Policial Militar nem a patrulhinha, é como se você tivesse dado o celular para ele pela sua própria vontade”.

Além de perder o celular com todos os telefones dos meus clientes, estando desempregado. Perder um celular que pagarei ainda 5 parcelas de 165 reais.

Desempregado … ainda tive que ouvir isso. O que me resta é fazer um BO pois o atendente da Vivo disse que mesmo eu bloqueando o aparelho celular, qualquer um sabe como burlar e desbloquear o número de série. Não quero parar atrás das grades …

Às vezes “acho que tenho certeza” de que não tem mais jeito. Fico descrente da humanidade.

Deixo aqui meu desabafo e alerto que se passarem de madrugada pelas imediações da Maria Quitéria com a Prudente de Moraes, abram os olhos, se forem abordados por um afro-descendente de 1,82 mais ou menos, prestem atenção em todos os movimentos dele.

Essa história não vai continuar assim. Vou enviar carta para todos os jornais.

apenas um comentário

  1. Pat on

    Mas q gde M lulinha.
    Solidarizo-me c vc por já ter sido roubada, sofrido assédio moral e saber a sensação de revolta e impotência que experiências como essa sua geram.
    Seria bom se revertêssemos essa descrença de tudo, que me parece presente no consciente coletivo da nossa cidade e país, para uma postura menos individualista, com reflexões e ações direcionadas à sociedade.
    Valeu a divulgação da sua história absurda.
    beijinhos


Leave a reply